Três conselhos para investir em 2020 e além
14 de janeiro de 2020 0

Com a taxa Selic em 4,5% e perspectiva de mais queda, o juro real no Brasil aos poucos se aproxima de zero e inaugura uma nova era de criação de valor para o nosso país.

Empresas terão cada vez mais acesso a capital de baixo custo para financiar suas operações. Ao mesmo tempo, as pessoas conseguirão consumir mais pagando menos juros. Um verdadeiro ciclo virtuoso de crescimento e geração de riqueza. 

Se de um lado esse movimento premia o capital produtivo e o consumo, de outro prejudica fortemente um comportamento que se tornou cultural no Brasil: o sedentarismo financeiro, conhecido pelo dinheiro preguiçoso que busca bons lucros sem correr praticamente nenhum risco.

Em 2016, bastava investir em uma renda fixa garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), no Tesouro Direto ou em um fundo DI de baixíssimo risco para ter rendimentos próximos de 1% ao mês. Era só ter “saído da poupança” para se considerar um bom investidor.

Talvez por isso, menos de 1% da população brasileira invista hoje diretamente em ações, enquanto a média dos países emergentes está em torno de 5% e nos EUA esse número supera os 30%. Ao mesmo tempo, enquanto você lê este texto os brasileiros ainda têm mais de R$ 845 bilhões guardados na poupança.

O jogo mudou e quem não estiver disposto a transformar a forma como investe (e como pensa) não só deixará de ver seu dinheiro render, como também perderá as excelentes oportunidades que estão surgindo no horizonte.

Para ajudá-lo nessa “metamorfose financeira”, listamos três conselhos que serão úteis para investir melhor não só neste ano, mas provavelmente na(s) próxima(s) década(s):

  1. O maior risco no longo prazo é não correr nenhum risco: não existe “almoço grátis” e quem não estiver disposto a assumir algum risco de forma inteligente, terá a certeza de um rendimento medíocre do seu capital. Saia da zona de conforto e avalie começar a investir parte do seu dinheiro em classes de ativos com maior potencial de retorno e risco, como, por exemplo, ações e fundos imobiliários. Comece com pouco e vá crescendo progressivamente conforme compreenda melhor o efeito da volatilidade no seu patrimônio.
  2. Não coloque todos os o vos em uma cesta só: diversifique suas aplicações em investimentos com boa perspectiva de retorno, mas com exposição a tipos diferentes de risco. Isso significa não apenas ter classes de investimento diferentes (ex: ações, fundos imobiliários, renda-fixa), mas também ativos diferentes dentro de cada classe (ex: ações brasileiras e americanas de setores diversos, fundos imobiliários com diferentes locatários, títulos de renda fixa de diversos emissores e com fatores diferentes de remuneração etc.). Diferentemente do que se imagina, hoje em dia não é preciso ter tanto dinheiro para investir de forma diversificada. Procure fazer aportes recorrentes. Além de ser um ótimo hábito para aumentar o montante investido, isso também vai ajudar a “diversificar” o seu preço de compra para os ativos de renda variável no tempo, reduzindo o impacto da volatilidade de curto prazo no futuro do seu patrimônio.
  3. Tenha visão de longo prazo: não existe nenhuma conquista real na vida ou nos investimentos que ocorra no curto prazo. Diminua suas expectativas em relação aos próximos dias e meses e sonhe grande para os próximos anos e décadas. Não deixe que a turbulência e o bombardeio diário de informações do mundo a sua volta te leve aos falsos atalhos do medo e da ganância. Por melhor que sejam seus investimentos, existirão meses e até anos em que eles poderão se comportar diferente do que você esperava.

A jornada será longa, exigindo resiliência e serenidade, principalmente nos momentos mais difíceis. Isso vale para a sua carteira de ações, mas também para sua carreira, relacionamentos e empreendimentos.

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